Intoxicação: como prevenir e o que fazer caso aconteça

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Seu filho tem que explorar o mundo – mas acidentes podem ocorrer! Visitamos o Instagram da Dra Fabiane Berruezo Barbosa (@cardiopediatrasp) para saber sobre intoxicação. Confira!

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Crianças e produtos de limpeza. Péssima combinação.

Intoxicação é a exposição a substâncias de qualquer espécie em quantidades suficientes para causar efeitos nocivos. O agente tóxico pode penetrar no organismo por ingestão, inalação, absorção na pele ou injeção.

Isto é um problema! Porque o próprio desenvolvimento infantil é caracterizado pela exploração do espaço pelas crianças, com a colocação de objetos na boca ou a curiosidade por frascos com líquidos coloridos. Acontece então a intoxicação não intencional.

Você sabia? A intoxicação é a quinta causa de hospitalização por acidentes com crianças de 1 a 4 anos.

Geralmente, a intoxicação em crianças menores de 1 ano ocorre por descuido dos pais ou cuidadores na administração de medicamentos (dose incorreta) ou ingestão de produtos de higiene, limpeza ou inseticidas.

PREVINA-SE! Algumas dicas da Dra Fabiane:

– Mantenha longe do alcance de crianças: produtos de limpeza e higiene, venenos, medicamentos, plantas venenosas.
– Oriente as criança a nunca colocar plantas na boca.
– Mantenha os produtos em suas embalagens originais.
– Não se refira a um medicamento como doce e evite tomar remédios na frente das crianças.

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Estes comprimidos parecem confeitos de chocolate… Cuidado!
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Uma garrafinha de água? É álcool! Muito cuidado!
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Estes detergentes parecem refrigerantes e sucos… cuidado!

Aconteceu, e agora? PRIMEIROS SOCORROS:

Se a criança ingeriu qualquer substância tóxica ligue para o CENTRO DE CONTROLE DE TOXICOLOGIA de sua cidade (0800-7226001 ).

Se tocar em alguma coisa venenosa, retire a roupa e enxague a área exposta.

Se houver respingos de veneno nos olhos da criança, lave a região com água corrente e morna por alguns minutos.

ATENÇÃO: Nunca provoque vômitos nem de leite para a criança (determinadas substâncias são mais facilmente absorvíveis em contato com a gordura do leite, o que agravaria ainda mais a intoxicação).

Em caso de intoxicação com plantas tóxicas: retire da boca o que resta da planta cuidadosamente; enxague a boca com água corrente e guarde a planta para identificação.

Explique para as crianças tudo sobre os produtos que não devem estar ao alcance. Converse mas mantenha tudo afastado. Muito cuidado com embalagens de produtos de limpeza, higiene e químicos que podem se parecer com água, suquinho ou refrigerante. Cuidado com medicamentos que podem parecer confeitos.

Se acontecer um acidente, não se desespere, respire fundo e siga as instruções da Dra Fabiane. Prevenir ainda é o melhor remédio!

Leia também:
– Queimaduras nas crianças, o que fazer e como prevenir
– Perguntas sobre seu filho
– Pets + crianças = sim ou não?

Fonte e agradecimento: Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica (instagram: @cardiopediatrasp)
Imagens: Internet

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Péssima brincadeira! Medicamentos NUNCA devem estar ao alcance dos pequenos.

Tudo sobre a Urticária

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Conversamos com nossa parceira, a pediatra cardiológica Dra Fabiane Berruezo Barbosa, sobre a urticária – leia e tire suas dúvidas!

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Minha filha estava se sentindo bem. Quando fomos arrumá-la para visitar uma amiga (por coincidência, a Dra Fabiane!), reparamos que haviam bolinhas vermelhas. Poucas, com alguma coceira. Depois de menos de 1 hora, o corpinho dela estava tomado! O diagnóstico: urticária.

A Dra Fabiane explicou: “a urticária é uma patologia bastante comum nas crianças e que preocupam muito as mães. Estudos mostram que cerca de 20%, 25% das pessoas já manifestaram pelo menos um episódio da doença na vida.”

E como definir o que é urticária? “Urticária são lesões vermelhas e inchadas, como vergões, que aparecem na pele rapidamente e coçam muito. O nome da lesão é urtica. Elas podem ser pequenas, isoladas ou se juntar e formar grandes placas vermelhas, com desenhos e formas variadas, sempre acompanhado de coceira“, explica a Dra Fabiane.

“Pode aparecer em qualquer área do corpo. Normalmente as lesões mudam de lugar e algumas vão sumindo e outras aparecendo. Cada lesão que aparece dura menos de 24 horas e some completamente, sem deixar marcas. Pode ocorrer várias vezes ao dia ou aparecer sempre no mesmo horário, por exemplo, ao acordar, durante a tarde ou à noite. A coceira costuma ser muito intensa e atrapalha a vida, o trabalho e o sono”, complementa.

Ela explica que pode ocorrer inchaço (edema) nos lábios, pálpebras, língua, garganta, genitais, mãos e pés.

E quais as causas? A Dra Fabiane nos passou uma lista:

  • Alimentos, como frutos do mar, peixe, amendoim, nozes, ovos e leite, corantes, conservantes e aditivos
  • Medicamentos, como penicilina, ácido acetilsalicílico e remédios para controle da pressão arterial
  • Alérgenos comuns, como pólen, pelos de animais, látex e picadas de insetos
  • Fatores ambientais, como calor, frio, luz do sol, água, pressão sobre a pele, estresse emocional e exercícios físicos
  • Outros problemas médicos, como imunidade baixa, lúpus e outras doenças autoimunes, linfomas, distúrbios da tireoide, hepatite, mononucleose

(no caso da minha filha, a urticária foi causada por um sorvete de morango)

Como o pediatra faz o diagnóstico? “Um exame físico geralmente basta para que o médico possa realizar o diagnóstico. Ele examinará o corpo do paciente em busca de vergões avermelhados e lhe fará perguntas a respeito do seu histórico médico e o de sua família”.

E o tratamento? “O tratamento pode não ser necessário se a urticária for leve, pois, nesses casos, ela pode desaparecer sozinha. O principal cuidado  na urticária é descobrir e afastar a causa quando possível. Evitar calor, e estresse que são fatores que pioram a irritação”, explica a Dra Fabiane.

Ela complementa: “A dieta alimentar sem corantes, conservantes, embutidos (frios, salsicha etc.), enlatados, peixe e frutos do mar, chocolate, ovo, refrigerantes e sucos artificiais, costuma ajudar a melhorar mais rápido, evitando o reaparecimento das lesões durante o tratamento”.

No caso da minha filha, foi necessária a medicação. “Caso seja necessário, o médico prescreverá alguns medicamentos específicos para tratar urticária. Entre eles estão anti-histamínicos, corticosteroides e outras drogas.”

Não deixe de consultar um médico caso seu filho tenha lesões e coceira. A urticária não é perigosa, mas existem outras doenças mais graves que também causam lesões, somente um médico vai reconhecer, diagnosticar e prescrever a melhor solução.

Ah, minha filha melhorou em dois dias! 🙂

Agradecimento e fonte: Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica (instagram: @cardiopediatrasp)

Leia também:
– Evitar queimaduras nas crianças
– As crianças e a obesidade
– Tempo seco e as dificuldades respiratórias

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Queimaduras nas crianças

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Um instante, um segundo, uma distração. Saiba como prevenir e como tratar as queimaduras nas crianças!

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Conversamos com a Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica, que confirmou: “as queimaduras estão entre as principais causas de atendimento em unidades de emergência pediátrica”.

Festinha Legal: O que é exatamente a queimadura?
Dra Fabiane: Queimadura é qualquer lesão produzida pela ação curta ou prolongada de altas temperaturas na pele. Pode ser superficial ou profunda.

Festinha Legal: Onde ocorrem os acidentes?
Dra Fabiane: A maioria dos acidentes por queimaduras ocorre em ambiente doméstico e atinge crianças, sendo a escaldadura o principal agente em menores de 5 anos e queimaduras por álcool líquido (por isso a proibição de comercialização).

Festinha Legal: As queimaduras são piores em crianças do que em adultos?
Dra Fabiane: Sim. As crianças são mais vulneráveis às queimaduras pois têm a pele mais fina que adultos e habilidade reduzida de escapar do perigo.

Festinha Legal: Quais são as dicas para prevenir os acidentes com queimaduras?

Dra Fabiane: Algumas dicas importantíssimas:

– Evitar deixar a criança exposta muito tempo ao sol sem o uso de filtro solar.
– Manter longe do alcance das crianças: ferro de passar roupa, fósforos, isqueiros, solventes, produtos químicos e álcool.
– Velas não devem ser espalhadas pelos cômodos da casa.
– Na cozinha: evite a presença da criança se estiver usando forno e fogão. As panelas devem ser colocadas nas bocas traseiras do fogão e com os cabos virados para trás ou para o lado.
– Evite carregar crianças no colo enquanto mexe nas panelas ou manipula líquidos muito quentes.
– Fique longe das crianças quando estiver tomando ou segurando líquidos muito quentes.
– No banho do bebê coloque primeiro a água fria e sempre verifique a temperatura da banheira com o cotovelo ou o dorso da mão antes de colocar o bebê na água.
– Não deixe as crianças brincarem por perto enquanto estiver passando roupa.
– Não deixe o ferro ligado sem vigilância.
– Não deixe crianças manipularem fogos de artifício.
– Evite ligar vários aparelhos eletrônicos na mesma tomada e proteja as tomadas com tampas apropriadas.

Depoimento: “Meu filho tinha 1 ano e 8 meses, estava preparando um chá em seu copinho e deixei na pia, para esfriar. Não vi quando ele passou correndo, e, ao tentar pegar seu copo, o chá virou em seu rosto e peito. Ele teve queimaduras de primeiro e segundo grau. Foi atendido pela cirurgiã plástica. Foram momentos de muita dor, tensão e culpa. Felizmente, não houveram sequelas. Vale a pena sempre verificar e evitar deixar qualquer objeto quente ao alcance dos pequenos!”

Festinha Legal: Infelizmente, acidentes acontecem. Como proceder no caso de queimaduras?
Dra Fabiane: Importante seguir as instruções:

“Coloque a parte queimada debaixo da água corrente por 5 min para resfriar a pele e aliviar a dor. Em seguida, enxugue e proteja a região com gaze ou pano seco e limpo. Nas queimaduras, não aplique nenhum tipo de produto, como pomada, pó de café, manteiga, pasta de dente etc.,que podem grudar na pele e agravar o ferimento. As bolhas NUNCA devem ser furadas nem retiradas Se ocorrer alguma queimadura em seu filho, realize o primeiro atendimento em casa e procure a avaliação de um profissional da área da saúde evitando sequelas e deformidades físicas potencialmente graves”.

Informe-se porque acidentes podem acontecer! E previna-se ao máximo!

Entrevista e agradecimento: Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica (instagram: @cardiopediatrasp)
Imagem: internet

Leia também:
Dicas para fazer uma lancheira saudável
– Natação como atividade física infantil
– Como escolher o pediatra

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Melhor prevenir do que remediar! Protetor solar sempre! 🙂

Perguntas sobre seu filho

Já parou para pensar e analisar o estilo de vida de seus filhos? Neste post, a Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica, propõe que você responda a algumas questões. Está pronto?

3d white people lying on a question mark

1- Você precisa comprar roupas para seu filho com número maior que a indicada para a idade dele?

2- A sola do sapato do seu filho parece mais gasta do que a de outras crianças da mesma idade?

3- Seu filho tem vergonha de tirar a roupa perto de outras pessoas?

4- Ele passa muito mais tempo na frente da TV, tablets e vídeo game do que brincando ativamente?

5- Você já notou seu filho com medo de se relacionar com outras crianças por medo de rejeição?

6- Sempre que sai de casa, seu filho insiste para fazer um ” lanchinho” na rua?

7- Seu filho come mais do que as crianças da mesma idade ou deixa de brincar para ficar comendo?

8- Você já viu alguém ou você mesma usando algum apelido ligado ao excesso de peso para se referir a criança?

9- Alguém já falou abertamente para você sobre o excesso de peso de seu filho?

RESULTADO – ATENÇÃO!
Se você respondeu sim mais de quatro vezes, procure um profissional para te ajudar.

A consulta regular com pediatra é fundamental para avaliar se seu filho está ou não fora do padrões de normalidade para peso e altura.

A chance de sucesso no tratamento da obesidade é maior quanto mais precoce for a abordagem, quando o peso sonda está pouco acima do ideal. Daí a importância de em toda consulta pediátrica ser avaliado se existe excesso de peso e os pais abordarem esse assunto nas consultas.

Teste por: Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica
(instagram: @cardiopediatrasp)
Imagem: internet

As crianças e a obesidade

Para refletir, conversamos com nossa parceira, a Cardiologista Pediátrica Dra Fabiane Berruezo Barbosa, sobre este problema de saúde pública tão sério.

A alimentação saudável é gostosa, colorida e divertida!
Uma alimentação saudável deve ser gostosa, colorida e divertida!

“A obesidade, o excesso de gordura no corpo humano, atualmente é a doença de maior epidemia da história da humanidade.

É uma doença que está cada vez mais frequente e a sua prevalência tem aumentado com muita rapidez entre as crianças.

O tratamento da obesidade é muito difícil e exige uma dimensão muito maior do que um esforço pessoal. É quase impossível uma criança obesa vencer esse desafio sem a ajuda e comprometimento de toda a família.

Nem sempre os pais ou responsáveis se atentam que as crianças estão acima do peso adequado para sua idade e altura.

No Brasil, a prevalência de excesso de peso nas crianças em idade escolar do sexo masculino é de 34% e de obesidade 16%, enquanto no sexo feminino é de 32% e 11% respectivamente, segundo dados do IBGE. Estudos mostram que entre 40 e 80% das crianças com obesidade na infância serão adultos obesos.

A obesidade é fator de risco para diabetes do tipo 2 e doenças cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio e AVC(derrame). Estas doenças que no passado acometiam quase que exclusivamente adultos de meia idade idosos e hoje em dia devido aos maus hábitos atingem crianças e adolescentes.

A melhor forma de combater todos esse males é a prevenção, alimentação saudável, atividade física e consultas regulares ao pediatra.

Fundamental é na infância, período chave, que se estabeleçam hábitos alimentares e estilo de vida saudável que são preditivos para a vida adulta.

E aí, como estão os hábitos alimentares e estilo de vida das crianças que convivem com você?”

Menos videogame, mais esportes!
Menos videogame, mais esportes!

Não podemos deixar este assunto de lado. Uma escapadinha de vez em quando, numa festa ou evento, pode ser considerada normal, mas temos que ter muito cuidado para as crianças não ficarem viciadas em doces e alimentos industrializados. E ainda: é nossa função, como pais, propiciar um ambiente onde o esporte faça parte da rotina, de uma forma lúdica e agradável! O mais importante é o exemplo e a união. A certeza é que toda a família se beneficia na melhoria dos hábitos alimentares e abandono do sedentarismo.

Consultoria e agradecimentos: Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica (instagram: @cardiopediatrasp)
Imagens: Internet

Leia também:
Dicas para fazer uma lancheira saudável
– Natação como atividade física infantil
– Como escolher o pediatra

Natação e as crianças

As crianças precisam se exercitar! Consultamos a Dra Fabiane Berruezo Barbosa, parceira da Festinha Legal e Cardiologista Pediátrica, para uma opinião mais aprofundada. natacaoFestinha Legal: Por que escolher natação?
Dra Fabiane: Primeiramente, por ser uma atividade bastante completa, movimenta todos os músculos, aumenta a resistência cardíaca, desenvolvendo a capacidade aeróbica e motora da criança. A água é relaxante e proporciona maior autonomia dos movimentos à criança, fortalece os músculos e a postura dando maior senso de equilíbrio.

Festinha Legal: Por que é indicada para as crianças que têm asma?
Dra. Fabiane: Muitas mães com filhos com asma procuram a natação como
exercício porque ajuda a fortalecer a musculatura torácica e o diafragma, o que torna a troca de oxigênio mais fácil e natural.

Festinha Legal: Quais os benefícios para as crianças com menos de 5 anos?
Dra Fabiane: As crianças até os 5 anos de idade passam por um processo intenso de maturação e desenvolvimento, a natação proporciona melhora da coordenação motora, noções de espaço e lateralidade, além de preparar a criança psicologicamente e neurologicamente para o auto salvamento. Estimula o apetite, tranquiliza o sono e previne várias doenças respiratórias. Estreita o vínculo com a pessoa que acompanha (os menores de 3 anos só devem entrar na piscina acompanhados de um responsável).

bebe-natacaoFestinha Legal: Existe idade mínima para começar?
Dra Fabiane: A idade recomendada para iniciar é a partir do 6 meses.

Festinha Legal: Qual a sua dica para evitar “acidentes” durante as aulas, na piscina, com os bebês
Dra Fabiane: Deve-se utilizar fraldas especiais de piscina para os que ainda não têm controle de xixi e coco para que não ocorram “acidentes” na piscina. Importante: evite alimentar os bebês 1 hora antes da natação.

Festinha Legal: E quais os cuidados com a temperatura e tratamento da água da piscina?
Dra Fabiane: A temperatura da água deve ficar entre 31 e 33 graus. Procure locais que utilizem ozônio e salinização para a limpeza das piscinas são melhores e evitam irritação da pele e problemas respiratórios causados pelo cloro.

Nadar é uma atividade excelente! Além de todos os benefícios para a saúde, também é importante que seu filho aprenda a nadar. Hoje em dia, muitos condomínios têm piscina, nas férias as crianças podem viajar para locais onde também estarão em contato com água – é importante prevenir acidentes! Nadar é uma delícia, com segurança, melhor ainda!

Consultoria e agradecimentos: Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica (instagram: @cardiopediatrasp)
Imagens: Internet

Xô, mosquito!

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Não podemos bobear. Passamos por um momento delicado, altos níveis de infectados pelo mosquito Aedes Aegypti, dengue, Zika, febre chikungunya… Conversamos com a Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica, sobre os repelentes e a pele das crianças.

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Repelentes: são os produtos que repelem o mosquito, atuam formando uma camada de odor repulsivo, impedindo que sejamos picados pelos insetos. Podem ser feitos a partir de substâncias químicas sintéticas ou produtos naturais, como a citronela.

Sobre os químicos, a Dra. explica:

“Temos dois tipos principais de produtos com concentração permitida em crianças:

– O DEET (OFF KIDS, REPELEX, AUTAN) confere 5 horas de proteção e são liberados para maiores de 6 meses;

– Icaridina (exposis infantil) confere 10 horas de proteção. A academia Americana de Pediatria libera o uso de DEET e Icaridina a partir dos 2 meses nos casos de extrema necessidade, aqui no Brasil, só após os 6 meses.”

Perguntamos à Dra. Fabiane quais as principais recomendações sobre o uso dos repelentes químicos. Estas são as recomendações:

– Não utilizar todos os dias e não repassar mais que 3 vezes ao dia;
– Não passar nas mãos dos bebês ou embaixo de roupas;
– Os repelentes têm área de ação de 4-5 cm ao redor, não precisa ser passado no corpo inteiro;
– Não dormir com repelente no corpo;
– Evite uso próximo à mucosas (boca, nariz, olhos e genitais) ou em peles com irritações e feridas;
– Lavar as mãos após a aplicação;
– Evite comprar produtos que não tenham aprovação da ANVISA;
– Procure utilizar roupas brancas nas crianças, pois as roupas coloridas atraem insetos;
– Não utilizar produtos combinado com filtro solar, pois eles precisam ser reaplicados com frequência e os repelentes não podem ser aplicados mais que 3 vezes ao dia em crianças. passar primeiro o protetor e após alguns minuto aplicar o repelente;
– Aparelhos de tomada liberam inseticida (produtos químicos que matam os insetos) pelo calor, devem ser ligados quando a criança não estiver no quarto. Os espirais, quando queimados, emitem fumaça tóxica aos insetos. Ambos devem ser evitados em locais sem ventilação pois causam irritação e alergias.

Mas, e os repelentes naturais, será que funcionam? Podem ser usados nas crianças e nos bebês?

“Os dispositivos que emitem luz azul ou ondas de ultrassom não são eficazes”, explica a Dra. “Velas de citronela também podem ser usadas quando as crianças não estiverem no quarto, porém tem pouca eficácia comprovada”, complementa.

E os adesivos de repelentes? “Existem estes repelentes em adesivos, porém possuem raio de ação de 5 cm quadrado, teriam que ser usados vários. Além disso, a maioria ainda não tem aprovação da ANVISA, são produtos importados da China” – melhor evitar, né?!

Consultoria e agradecimentos: Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica (instagram: @cardiopediatrasp)
Imagens: Festinha Legal