Xô, mosquito!

Não podemos bobear. Passamos por um momento delicado, altos níveis de infectados pelo mosquito Aedes Aegypti, dengue, Zika, febre chikungunya… Conversamos com a Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica, sobre os repelentes e a pele das crianças.

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Repelentes: são os produtos que repelem o mosquito, atuam formando uma camada de odor repulsivo, impedindo que sejamos picados pelos insetos. Podem ser feitos a partir de substâncias químicas sintéticas ou produtos naturais, como a citronela.

Sobre os químicos, a Dra. explica:

“Temos dois tipos principais de produtos com concentração permitida em crianças:

– O DEET (OFF KIDS, REPELEX, AUTAN) confere 5 horas de proteção e são liberados para maiores de 6 meses;

– Icaridina (exposis infantil) confere 10 horas de proteção. A academia Americana de Pediatria libera o uso de DEET e Icaridina a partir dos 2 meses nos casos de extrema necessidade, aqui no Brasil, só após os 6 meses.”

Perguntamos à Dra. Fabiane quais as principais recomendações sobre o uso dos repelentes químicos. Estas são as recomendações:

– Não utilizar todos os dias e não repassar mais que 3 vezes ao dia;
– Não passar nas mãos dos bebês ou embaixo de roupas;
– Os repelentes têm área de ação de 4-5 cm ao redor, não precisa ser passado no corpo inteiro;
– Não dormir com repelente no corpo;
– Evite uso próximo à mucosas (boca, nariz, olhos e genitais) ou em peles com irritações e feridas;
– Lavar as mãos após a aplicação;
– Evite comprar produtos que não tenham aprovação da ANVISA;
– Procure utilizar roupas brancas nas crianças, pois as roupas coloridas atraem insetos;
– Não utilizar produtos combinado com filtro solar, pois eles precisam ser reaplicados com frequência e os repelentes não podem ser aplicados mais que 3 vezes ao dia em crianças. passar primeiro o protetor e após alguns minuto aplicar o repelente;
– Aparelhos de tomada liberam inseticida (produtos químicos que matam os insetos) pelo calor, devem ser ligados quando a criança não estiver no quarto. Os espirais, quando queimados, emitem fumaça tóxica aos insetos. Ambos devem ser evitados em locais sem ventilação pois causam irritação e alergias.

Mas, e os repelentes naturais, será que funcionam? Podem ser usados nas crianças e nos bebês?

“Os dispositivos que emitem luz azul ou ondas de ultrassom não são eficazes”, explica a Dra. “Velas de citronela também podem ser usadas quando as crianças não estiverem no quarto, porém tem pouca eficácia comprovada”, complementa.

E os adesivos de repelentes? “Existem estes repelentes em adesivos, porém possuem raio de ação de 5 cm quadrado, teriam que ser usados vários. Além disso, a maioria ainda não tem aprovação da ANVISA, são produtos importados da China” – melhor evitar, né?!

Consultoria e agradecimentos: Dra Fabiane Berruezo Barbosa, cardiologista pediátrica (instagram: @cardiopediatrasp)
Imagens: Festinha Legal

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